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Semana Europeia do Teste VIH 2019 – Guerra Colonial

10-11-2019 09:00


Muitos ex-combatentes da Guerra Colonial começam agora a descobrir, quase 50 anos depois, que contraíram hepatite B ou C, doença que pode ser fatal, alerta a Associação SOS Hepatites. Relativamente à fonte de infeção considera-se o processo de administração das "vacinas". Era naquela altura prática corrente a vacinação em massa, quer quando iniciavam a recruta, quer quando se deslocavam para as ex-colónias, Angola, Moçambique e Guiné _ ou seja a mesma agulha era utilizada em diferentes mancebos que eram colocados em fila. Se um estivesse infetado com um vírus, os seguintes seriam inoculados com o mesmo vírus, que poderia ser tanto o VHC como o vírus da hepatite B.

Se atentarmos que a Hepatite C em mais de 90% dos casos se perfilha como doença assintomática, entende-se que existirão em Portugal e, particularmente entre os ex-combatentes da guerra do ultramar, um número ainda significativo de indivíduos infetados com o VHC não identificados. Estes factos têm-me servido de alerta a entidades competentes, em particular a Associação dos Ex-combatentes, para a necessidade urgente de se efetuar o despiste da Hepatite C nos antigos combatentes da guerra colonial, de forma a impedir que doenças silenciosas possam evoluir para formas mais graves, como a cirrose hepática e a sua complicação major: o tumor do fígado.

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