Sabia que os horários de trabalho dos pais impactam diretamente no bem estar das crianças?

20-02-2026 16:27 | 21 dias atrás
Os horários de trabalho dos pais impactam significativamente o desenvolvimento emocional e a rotina das crianças, podendo gerar desajustes nos ritmos de vida, principalmente quando se tratam de horários exigentes desregulados ou extensos. A falta de tempo dos pais para as dinâmicas familiares pode causar insegurança emocional, sublinhando-se contudo a necessidade de priorizar a qualidade do tempo em detrimento da quantidade.

Nos tempos que correm e com a integração plena no mercado de trabalho de homens e mulheres, vemos as crianças confrontas com uma redução significativa da disponibilidade dos pais, agravada por impactos brutais da instabilidade laboral, dos baixos rendimentos e dos longos horários dos seus progenitores. Para além disso verifica-se muitas vezes um desgaste significativo e uma redução da qualidade do tempo partilhado em família fruto do cansaço e a exaustão acumulados.

Desta forma, o equilíbrio entre as exigências profissionais e familiares é um dos principais desafios da parentalidade contemporânea.

A flexibilização do tempo e das formas de trabalho, a criação de serviços de apoio à vida familiar, as licenças e outras medidas de apoio aos pais trabalhadores, são aspectos a equacionar tendo em vista o futuro das empresas. Visam estas medidas o bem-estar e a satisfação profissional dos recursos humanos, a melhoria da qualidade do produto ou serviço final por eles realizado e o criar de condições para que as empresas consigam atrair o melhor capital humano. Contribuem também para a diminuição do absentismo e para a valorização da imagem das empresas, tornando-as exemplares no que toca às questões sociais e aos valores e práticas da cidadania, em moldes que as façam atrativas para nelas quererem trabalhar os melhores profissionais. A cidadania empresarial, que a nível dos países desenvolvidos se preconiza neste virar de milénio, passa por atender à componente capital humano, nomeadamente no campo da diversidade e complementaridade de géneros, mas também pelo reconhecimento das necessidades da vida pessoal e das responsabilidades familiares, tanto de mulheres como de homens trabalhadores.
(Boas Práticas de Conciliação entre Vida Profissional e Vida Familiar - Manual para as Empresas, CITE)

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