Socialização: diminuem-se os momentos de interação com o mundo real, tanto do ponto de vista familiar como dos pares, prejudicando o desenvolvimento de habilidades sociais, já que a interação face a face é fulcral para a aprendizagem da empatia, resolução de conflitos, experiências de partilha, troca afetiva, comunicação eficaz, entre outras.
Saúde física: menor envolvimento em atividades físicas importantes para o seu desenvolvimento e da promoção de um estilo de vida saudável, diminuição da auto estima e sentido de auto eficácia, aumento de quadros de obesidade infantil.
Sono: a constante exposição à luz aos ecrãs interfere nos padrões de sono, o que acarreta consequências quer ao nível do desenvolvimento cerebral, quer do desempenho académico.
Académico: estar constantemente exposto aos constantes estímulos visuais e sonoros das telas pode contribuir para a diminuição das capacidades de concentração e atenção das crianças, uma vez que a maior parte destas atividades se baseia num esquema de reforço imediato, perdendo-se a necessidade de utilização da memória de trabalho. Também a competência de gestão de tempo fica altamente comprometida, pois perde-se a noção do equilíbrio necessário entre as tarefas prioritárias e de lazer.
Saúde mental: sabe-se que o uso excessivo de telas está associado a um maior risco de de problemas de saúde mental, tais como quadros de ansiedade, depressão e dependência em crianças. Há ainda estudos que nos mostram a existência de uma relação bidirecional entre utilização excessiva de ecrãs e sintomatologia psiquiátrica Assim, a presença de problema de saúde mental induz a utilização excessiva e por outro lado, o uso excessivo de ecrãs leva à intensificação dos sintomas.
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