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Sabia que no dia 13 de fevereiro se celebra o Dia Internacional do Preservativo?

13-03-2020 16:31



Sabia que no dia 13 de fevereiro se celebra o Dia Internacional do Preservativo?

O Dia Internacional do Preservativo celebra-se desde 2008, por iniciativa da AIDS Health Care Foundation, no dia 13 de fevereiro. O preservativo, quer o masculino quer o feminino, quando utilizado corretamente e de forma consistente, é altamente eficaz na prevenção da transmissão sexual do VIH, o vírus que provoca a SIDA. É igualmente eficaz como medida de prevenção de outras infeções sexualmente transmissíveis e gravidezes não desejadas.

Segundo Lopes (2003, p. 31, cit in Oliveira, 2008), o preservativo é tão antigo quanto os documentos escritos e pictográficos nos permitem recuar na sua origem. Há indícios da sua presença nas Civilizações Cretense, Egípcia, Chinesa e Romana. Contudo, foi no Renascimento que se passou a usar como medida preventiva da transmissão de doenças por via sexual.
No sexo anal recomenda-se que o preservativo seja usado com gel lubrificante à base de água, uma vez que o ânus não tem lubrificação natural, o que provoca lesões na mucosa, potenciando o risco de transmissão do VIH e de outras infeções sexualmente transmissíveis (ibd).

Autores como Karlyn (2003) e Machel (2001) mostram que os significados atribuídos aos atos sexuais, ao próprio preservativo e ao processo de negociação do seu uso se associam à não utilização do preservativo (Oliveira, 2008).

A ordem social é dominada pelo não uso do preservativo, seja baseada em valores religiosos ou não. Argumentos passam pelo receio de abordar este assunto, sobretudo no caso das relações em que não é usado o preservativo, que estes provocam alergias, que se rompem com facilidade e incomodam, pela falta de vontade de os usar, pelo facto de atrapalharem pretensões relativas à procriação ou ainda de minimizarem o usufruto de dinheiro ou bens investidos em troca da prática sexual (ibd).

Há autores que constataram nas suas investigações que os participantes consideram o uso do preservativo dispensável quando a prática sexual envolve parceiros(as) habituais, em quem se deposite confiança, sejam eles solteiros ou casados, no contexto de relações formalmente monogâmicas ou não (Bila et al., 2001; Cruz, 2004; Garcia e Goldman, 2004; Gibson e Nadasen, s. d.; MacPhail e Campbell, 2001; Manuel, 2004; Matsinhe, 2005; Mussá e Inhamussua, 2002; Paulo, 2004). Foi ainda elencado o álcool como motivo para o não uso do preservativo, embora como um fator agravante (ibd).

Por outro lado, existem situações perante as quais as pessoas revelam alguma preocupação _ a presença ou a ausência de sinais percetíveis de infeção sexual ou de gravidez, quando existe falta de confiança, seja com um parceiro permanente, seja em alguns espaços de prostituição, ou quando a prática sexual envolva pessoas desconhecidas. É igualmente usado como mecanismo de prevenção de gravidezes não planificadas ou ainda quando a parceira esteja no período menstrual (Oliveira, 2008).

Importa que estes dados façam refletir quem privilegia a sua saúde sexual e o bem-estar individual e coletivo.

Apresenta-se a campanha da DGS 2020 lançada no dia 13 fevereiro 2020 através do link (clique aqui)


Bibliografia consultada:
Oliveira, A. (2008). Preservativo, SIDA e Saúde Pública: Fatores que condicionam a adesão aos mecanismos de prevenção VIH/SIDA. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra

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