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existem novos problemas associados à tuberculose?

19-04-2019 11:19



Quais são os novos problemas associados à tuberculose?

A tuberculose surge com manifestações mais graves, mais difíceis de diagnosticar e tratar particularmente entre os grupos de doentes imunodeprimidos.

Outro problema que tem vindo a surgir associado ao tratamento da tuberculose, tem sido o aparecimento de estirpes de Mycobacterium tuberculosis resistentes aos tratamentos, o que a torna mais difícil ou mesmo impossível de tratar quando é resistente a todos os fármacos que temos disponíveis.

"A tuberculose pode ser prevenida e curada, agora é hora de agir para acabar com ela em 2030. Se não agirmos rápida e decisivamente, haverá um aumento nos casos de modalidades de doenças resistentes aos medicamentos", disse em comunicado a diretora do escritório europeu da OMS, Zsuzsanna Jakab.
A mais alta autoridade deste organismo, com sede em Copenhaga, sublinhou, no entanto, que a Europa tem o potencial científico e tecnológico para erradicar a doença em 11 anos.
A OMS lembrou que as suas novas recomendações para o tratamento da tuberculose multirresistente incluem medicamentos mais seguros e eficazes que também reduzem possíveis efeitos colaterais graves.

 

Como se transmite a Tuberculose?

A tuberculose transmite-se de pessoa a pessoa por via aérea e por isso regra geral, só são contagiosas as pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea. Cada vez que um destes doentes tosse, fala, ri, canta ou espirra, liberta pequenas gotículas que transportam o bacilo de Koch. Estas gotículas são invisíveis a olho nu e podem ficar em suspensão no ar ambiente durante várias horas, particularmente se o doente estiver em local não ventilado. A probabilidade de se ser infectado com o bacilo de Koch depende do número de gotículas infeciosas no ar, do tempo e local de exposição e da susceptibilidade do indivíduo exposto nesse ambiente.

Como podemos minimizar o risco de transmissão da tuberculose?

Sendo a tuberculose uma doença de transmissão inalatória, devemos evitar contactos respiratórios próximos não protegidos, com pessoas que têm tuberculose em fase contagiosa, essencialmente se estes não estiverem a tomar medicação, ou se a tomam de uma forma irregular. Perante a impossibilidade de se evitar o contacto com a pessoa doente deve-se ter cuidado com o local onde esse vai ocorrer. Os locais de contacto devem ser arejados e expostos à luz solar, pois o bacilo da tuberculose é muito sensível á ação dos raios ultravioleta. Em locais não ventilados deve-se sempre utilizar máscara.

Como a transmissão não ocorre por via digestiva, genital ou cutânea não se justifica a separação da louça dos doentes.

Como é feito o rastreio de contactos?

É muito importante o rastreio dos contactos próximos dos doentes com tuberculose, particularmente daqueles com tuberculose pulmonar ou das vias aéreas superiores, as formas contagiosas da doença.

Além de possibilitar a deteção de novos casos de tuberculose, o rastreio permite também diagnosticar os casos de tuberculose (infeção) latente e tratá-los, estando demonstrada a eficácia desta atuação. Dos procedimentos do rastreio faz parte (1) averiguar a existência de queixas, (2) realizar radiografia pulmonar, (3) prova tuberculínica ou de Mantoux e (4) em algumas situações um teste sanguíneo, o doseamento do interferon gama.

 

Quais as queixas de um doente com tuberculose?

São queixas frequentes: o cansaço, falta de apetite, emagrecimento, sudorese nocturna e febrícula (37,5ºC) de predomínio ao fim do dia. As restantes queixas estão relacionadas com o órgão que está envolvido. No caso da tuberculose pulmonar (a mais frequente) associa-se tosse que pode inicialmente ser seca ou com expectoração podendo ou não conter sangue.

Como se diagnostica a tuberculose?

O diagnóstico de tuberculose é bacteriológico, com identificação do Mycobacterium tuberculosis. Quando há suspeita de doença é efectuada colheita do líquido biológico (expectoração, urina, liquido pleural, liquido pericárdio) ou tecido suspeito que é analisado ao microscópio com coloração de Ziehl-Nielsen - exame directo.

De seguida procede-se ao exame cultural que vai permitir a identificação do Mycobacterium tuberculosis e analisar a sensibilidade aos antibióticos (antibacilares) utilizados no tratamento da tuberculose. Este exame demora em média 2 a 6 semanas.

Com o desenvolvimento de técnicas de biologia molecular pode ser feita a identificação de material genético do Mycobacterium tuberculosis nos produtos estudados.

Como se trata a tuberculose?

Os medicamentos (anti-bacilares) mais eficazes e mais vezes utilizados são administrados por via oral, sob a forma de comprimidos, cápsulas ou xaropes.

A duração mínima do tratamento são seis meses, embora a duração total varie em função do órgão envolvido, evolução ou gravidade da doença, podendo ser superior a um ano.

Podem existir interferências entre os anti-bacilares e outros medicamentos (pílula anti-concepcional, anti-diabéticos, anti-epilépticos, anti-coagulantes, metadona, etc...), que devem ser tidas em conta pelo médico que segue o doente.

O tratamento correcto e eficaz leva a uma cura em mais de 95% dos casos. É fundamental o rigoroso cumprimento da medicação pelo tempo total estipulado, caso contrário pode haver desenvolvimento de resistência aos antibacilares.

A vacina da BCG protege contra a tuberculose?

A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) tem utilidade na prevenção das formas graves e disseminadas na criança, apesar de não evitar o contágio ou mesmo o desenvolvimento de doença. Todos os recém-nascidos devem por isso, ser vacinados.

A revacinação ao longo da vida não aumenta o grau de protecção não sendo por isso aconselhada.

 

Informação disponibilizada na página oficial da FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO e no Observatório

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