Sabia que cerca de 50% das doenças mentais que afetam as pessoas adultas tiveram início antes dos 14 anos de idade?

11-08-2023 12:37 | 3 anos atrás

Na véspera do Dia Internacional da Juventude, assinalado a 12 de agosto lembramos a importância de promover a saúde mental e o bem-estar geral das crianças e jovens, enquanto alicerce para uma adultez saudável, capaz de contribuir para o exercício dos direitos humanos e a realização de todo o potencial e crescimento individual.

A evidência demonstra que a doença mental nas crianças e nos jovens está associada a taxas elevadas de incapacidade duradoura, insucesso escolar, instabilidade no emprego ou défice no funcionamento social e familiar1, sendo que 50% das perturbações mentais que afetam as pessoas adultas tiveram início antes dos 14 anos de idade2.

Assim, a saúde mental, mais do que a ausência de sintomas, sofrimento ou doença/perturbação, é um recurso essencial para a vida quotidiana, sendo influenciada pelas vivências dos indivíduos nos diversos contextos onde se move – família, escola, trabalho, comunidade1. Portanto, o direito à saúde, em particular à saúde mental e ao bem-estar geral é central no desenvolvimento das crianças e jovens3

Promover a saúde mental não só contribui para reduzir os fatores prejudiciais ao bem estar mental, como potencia e reforça fatores que melhoram o bem-estar, como a qualidade da educação, apoio à família, etc.. As estratégias de promoção da saúde mental devem abranger diferentes níveis e considerar múltiplos contextos, incluindo:

• Desenvolver e reforçar competências individuais: educação emocional, comunicação e assertividade, relações interpessoais, auto-estima, parentalidade1;
• Potenciar as competências das comunidades: serviços sociais e de saúde de qualidade, apoio às famílias e suporte às escolas1, que são espaços privilegiados para criar ambientes promotores e de suporte à saúde mental2;
• Reduzir obstáculos sociais à saúde mental, através do desenvolvimento e implementação de políticas públicas de qualidade para crianças e jovens: apoio ao desenvolvimento saudável e bem-estar, capacitação de profissionais de saúde e de educação, campanhas de sensibilização da comunidade para a importância da saúde mental, entre outras.


Considerando que a falta de informação sobre saúde mental é um dos maiores obstáculos para a intervenção precoce neste domínio2, é importante que as políticas, medidas e programas, com o necessário envolvimento de governos, comunidade, escola e famílias, permitam a disseminação de informação de qualidade e a deteção de sinais de alerta.
Fontes:
1 Ordem dos Psicólogos Portugueses (2013). Saúde mental das crianças e jovens – que futuro? Os novos desafios colocados pelos media e pelas novas tecnologias. Lisboa: OPP
2 Tomé, Gina (2017). Promoção da Saúde Mental nas Escolas – Projeto ES´COOL Revista de Psicologia da Criança e do Adolescente, 8, 1, 173-184.
3 Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens: https://www.cnpdpcj.gov.pt/saude-mental




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