Inicio>pt>Notícias>Sabia que atualmente os cabeçudos fazem parte intrínseca da cultura popular portuguesa?

Sabia que atualmente os cabeçudos fazem parte intrínseca da cultura popular portuguesa?

16-08-2019 08:48


Sabia que atualmente os cabeçudos fazem parte intrínseca da cultura popular portuguesa?
São personagens antropomórficas, caraterizadas pela sua enorme cabeça disforme e formas grotescas – assumindo por vezes a imagem de diabos, macacos ou monstros – e produzidos geralmente em pasta de papel.

Pensa-se que na sua origem estejam os contos de bons e maus gigantes inspirados na mitologia dos países da Europa central, durante a Idade Média. Já no séc. XVII existem relatos da sua presença em Portugal, em Procissões e outros atos populares de caráter religioso, reproduzindo seres fantasmagóricos ligados às forças do mal. No entanto, o cabeçudo Português como hoje se apresenta, surge no sec. XIX, a partir da tradição Galega de danças de gigantones e cabeçudos em homenagem ao Apóstolo junto à Catedral de Santiago de Compostela. Atualmente a sua atuação é presença quase obrigatória nas Romarias do Norte do país, ao som de zés-pereiras e gaitas de foles, com bailados quase que tresloucados, fazendo parte do nosso imaginário cultural coletivo.

--------------------------------------------------------

"Figura antropomórfica que se caracteriza pela sua enorme cabeça feita geralmente de pasta de papel, que é usada como máscara. [Os cabeçudos distinguem-se dos
gigantones sobretudo pela sua pequena
estatura e pelo seu carácter folião."
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

--------------------------------------------------------

Nas Oficinas GAF – Gabinete de Atendimento à Família (www.gaf.pt/oficinas) são produzidos – com alguns “atalhos” em relação ao processo tradicional – cabeçudos inteiramente manufaturados pelos utentes. A colagem de finas folhas de papel de jornal, sobrepostas pacientemente em inúmeras camadas, confere uma singularidade única a cada um dos trabalhos produzidos.

Ao adquirir este trabalho social, está a contribuir para a [re]inserção social e consequentemente a melhoria da qualidade de vida de grupos socialmente desinseridos e/ou economicamente desfavorecidos, numa tentativa de contrariar e minimizar o impacto de fatores geradores de exclusão, promovendo a igualdade de oportunidades.

Etiquetas: Sabia Que2019

Voltar à página de Notícias