Sabia que a igualdade e a inclusão no trabalho começam em casa?

28-03-2025 21:22 | 11 meses ½ atrás

Para que a nossa sociedade avance de forma mais justa e equitativa, é fundamental que se abordem temas essenciais como a igualdade e a inclusão no contexto laboral. Porém, ainda que diversas empresas implementem políticas que procuram promover a igualdade de oportunidades e combater a discriminação, poucas são as pessoas que param para pensar sobre o impacto que a formação de valores, em contexto familiar, tem neste processo. A verdade é que a construção de um ambiente laboral verdadeiramente inclusivo começa muito antes da pessoa ingressar no mercado de trabalho – ela começa na família.

Desde o nascimento, os valores e princípios que são transmitidos na família, são fundamentais para o desenvolvimento da visão do mundo. No seio familiar, são aprendidos os primeiros conceitos sobre o respeito a todas as pessoas, sobre as diferenças e sobre a forma como se devem tratar as pessoas que não têm as mesmas características ou condições que nós. Reparem, se a criança cresce num ambiente no qual as tarefas domésticas são realizadas de forma igual por todos os elementos da família, independentemente do género, ela internaliza a ideia de que tanto os homens quanto as mulheres têm as mesmas responsabilidades, direitos e deveres. Deste modo, ensina-se, também, que não há tarefas – nem profissões – próprias para um género específico. Simplesmente há gostos, interesses, vocações que podem estar ao alcance de qualquer pessoa. Não faltam recursos que podem auxiliar as famílias nesta tarefa. A título de exemplo, deixamos este jogo de memória que desconstrói estereótipos de género nas profissões.

Esse princípio da igualdade, que pode ter início em casa, será transportado para a vida adulta, influenciando a forma como a pessoa se comporta no trabalho. Para além disto, muitas vezes, é no ambiente familiar que a criança aprende a lidar com a diversidade. Pais e Mães que ensinam a importância de respeitar culturas, religiões, orientações sexuais diferentes, a título de exemplo, estão a preparar as suas crianças para serem pessoas adultas mais empáticas e inclusivas, no futuro. Ou seja, a forma como são transmitidos e vividos os valores da igualdade, do respeito e da diversidade no seio familiar, acabam por se refletir em todas as esferas da vida, incluindo a profissional.

À medida que as pessoas jovens crescem e iniciam as suas carreiras profissionais, os princípios da igualdade e da inclusão ensinados em casa manifestam-se nas suas atitudes no ambiente laboral. Profissionais que aprenderam, desde tenra idade, a respeitar as diferenças, a tratar todas as pessoas com respeito e a combaterem comportamentos discriminatórios, tendem a promover um ambiente de trabalho mais colaborativo e saudável. São profissionais com maior propensão a envolverem-se em iniciativas que procuram assegurar a diversidade no local de trabalho, a apoiar políticas de inclusão a atuarem contra qualquer forma de discriminação, seja de género, raça, orientação sexual, ou de qualquer outra natureza. As relações laborais podem ser significativamente influenciadas por estes princípios. Pessoas que veem os seus superiores e colegas de trabalho como iguais, apesar das diferenças, tendem a trabalhar de forma mais harmoniosa e a criar ambientes de maior respeito e colaboração. Essa forma de estar, não só melhora o ambiente organizacional, mas também tem um impacto direto na produtividade e no bem estar global.

Embora a base para a promoção da igualdade e inclusão deva ser fruto da educação recebida na família, as entidades patronais têm um papel crucial na construção e manutenção de um contexto de trabalho inclusivo. As entidades devem ir além das palavras e devem implementar políticas concretas e objetivas, como sejam a promoção de processos de seleção justos e imparciais, a criação de programas de diversidade e inclusão, e o incentivo à participação em formações que abordem temas como o preconceito inconsciente, a empatia, e a igualdade de oportunidades. Contudo, sem o suporte de uma educação que se espera que tenha início em casa, muitas dessas ações podem tornar-se superficiais. A verdadeira transformação surge quando as pessoas chegam já ao trabalho com uma mentalidade aberta e inclusiva, resultado de uma educação familiar sólida.

 

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