Sabia que a Educação para a Sexualidade deve ser iniciada desde a infância?

10-04-2026 16:23 | 5 dias ½ atrás
A Saúde Sexual é parte intrínseca do direito humano à saúde e também uma dimensão central do Bem-estar. Não se focando apenas nas questões de doença ou mesmo disfunção, mas de uma experiência sexual segura, livre, consentida, com uma abordagem positiva e respeitosa. A promoção da saúde implica também promover a saúde sexual, prevenindo dessa forma riscos, problemas e fomentando uma vivência sexual saudável ao longo do tempo e nos distintos contextos de vida – educativos, comunitários, de saúde e laborais.

A sexualidade é uma componente do ser humano que o acompanha ao longo das várias etapas da vida, sendo vivenciada e expressada através de distintas formas de pensamentos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, desejos e fantasias. Assim, através da implementação da Educação para a Sexualidade na vida das pessoas é possível que cada ser humano consiga viver a sexualidade de forma mais segura e feliz, prevenindo situações de discriminação, desigualdades e outras abusos dos direitos humanos.

A Educação para a Sexualidade deve ser promovida desde cedo, tanto em ambientes informais como na escola, sendo nesta última recomendado que seja integrada nos currículos escolares a partir dos 5 anos de idade.

Estudos promovidos pela UNESCO esclarecem que os programas desenvolvidos na área da educação sexual:

• Retardam o início das relações sexuais, da mesma forma que diminuem o número de novos parceiros sexuais na população jovem;
• Diminuem o preconceito da violência baseada no género, uma vez que há maior compreensão dos direitos humanos, da diversidade e igualdade de género;
• Reduzem os níveis de violência e assédio nas escolas;
• Previnem as IST (Infeções Sexualmente Transmissíveis) fruto do incentivo a hábitos saudáveis de práticas sexuais;
• Diminuem as gravidezes não planeadas pelo facto de haver maior conhecimento sobre o uso dos vários métodos contracetivos;
• Asseguram que todas as pessoas tenham possibilidade de fazer escolhas livres informadas, independentes e éticas sobre a sua saúde sexual;
• Garantem informação sobre cuidados relacionados sobre a sexualidade, identidade sexual e relações sexuais e beneficiam de políticas públicas que salvaguardam a saúde sexual e os direitos de todas as pessoas;
• Difundem conhecimentos, competências, atitudes e valores que capacitam para uma melhor compreensão da saúde, bem-estar e dignidade; para relações sexuais e sociais respeitosas; para deliberações que impactam o bem-estar; e para compreender e garantir a proteção de direitos ao longo da vida.

A intervenção desenvolvida pela equipa técnica do CAPS VIH/SIDA do GAF neste âmbito de atuação, durante as duas últimas décadas em parceria com Estabelecimentos de Ensino do distrito de Viana do Castelo, conjugada com as evidências científicas demonstram que uma Educação para a Sexualidade deficitária é um problema urgente de saúde pública com custos sociais e económicos. Assim a Educação para a Sexualidade tem repercussões positivas para a saúde das crianças e jovens, com vastos benefícios ao longo da vida não só para as crianças e jovens como para a sociedade como um todo.

Em suma a Educação para a Sexualidade desde a sua infância é de extrema importância não só pelo facto de afetar a visão sobre si mesmo, como também das outras pessoas e dos distintos contextos socioculturais, que terá impacto nos comportamentos ao longo da vida.

Fontes:
• APF, Guia Prático de Educação para a Sexualidade
• Ordem dos Psicólogos Portugueses, Promoção da Saúde Sexual ao longo do Ciclo de Vida
Ordem dos Psicólogos Portugueses, Vamos falar sobre sexo, sexualidade e saúde sexual -

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